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UFSM e Frasle firmam parceria para desenvolver tecnologia voltada à indústria automotiva

A UFSM firmou um acordo de parceria com a Frasle S.A., a Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) e o Instituto de Energia e Mobilidade (IEM) – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) na UFSM – para desenvolver uma tecnologia voltada à indústria automotiva. Intitulado “Champs 3.0 – Compósito Híbrido de Alta Performance para Moldagem por Prensagem com Matriz Inorgânica”, o projeto busca aperfeiçoar materiais capazes de substituir parcialmente o aço utilizado em ferramentas industriais de estampagem, com potencial para reduzir custos de produção. A pesquisa é coordenada pelo professor Erich David Rodriguez Martinez, do Departamento de Estruturas e Construção Civil, vinculado ao Centro de Tecnologia da UFSM.

A iniciativa dá continuidade a pesquisas desenvolvidas nos últimos dois anos e pretende avançar na aplicação industrial da tecnologia. Segundo o coordenador, a principal inovação está na possibilidade de utilizar materiais de menor custo em ferramentas empregadas na fabricação de componentes automotivos. “É a possibilidade de substituir um conjunto de ferramentas que são convencionalmente fabricadas em aço por um material muito mais barato”, explica.

De acordo com o professor, o material alternativo pode apresentar um custo cerca de 30 vezes menor que o aço, embora sua durabilidade ainda seja inferior. Por isso, a tecnologia é especialmente indicada para processos de baixa produção e prototipagem, nos quais o investimento em ferramentas convencionais pode ser elevado. A substituição proposta é parcial e busca oferecer uma alternativa economicamente mais atrativa para aplicações específicas.

O projeto também representa um avanço no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL, na sigla em inglês), escala utilizada para avaliar o estágio de desenvolvimento de uma tecnologia. Conforme Martinez, a pesquisa já ultrapassou o nível 6 e busca se aproximar do nível 7, etapa que envolve a demonstração da tecnologia em condições próximas às de operação real.

Um dos principais desafios do projeto é ampliar a vida útil das ferramentas desenvolvidas. Conforme Martinez, a equipe já consegue realizar processos de produção com os materiais estudados, mas ainda busca melhorar sua resistência e durabilidade. Para isso, os pesquisadores trabalham no aperfeiçoamento das formulações e na combinação dos materiais utilizados, com o objetivo de atender às exigências da aplicação industrial.

A parceria reúne diferentes instituições para viabilizar o desenvolvimento da pesquisa. A Frasle S.A., empresa de Caxias do Sul, participa como financiadora, enquanto a FDMS atua na gestão administrativa e financeira. O projeto também conta com a participação do Instituto Hercílio Randon (IHR), que contribui com acompanhamento e apoio técnico.

A Unidade Embrapii IEM-UFSM, vinculada à Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), também integra a parceria. A unidade atua no desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em colaboração com empresas, contribuindo para aproximar o conhecimento produzido na universidade das demandas do setor produtivo.

Além dos avanços tecnológicos, a iniciativa contribui para a formação acadêmica e para a aproximação entre universidade e setor produtivo. Entre os benefícios destacados pelo coordenador estão a transferência de conhecimento, o desenvolvimento de novas aplicações industriais e a possibilidade de financiamento de bolsas para estudantes. A equipe do projeto conta com a participação de alunos de graduação e pós-graduação, incluindo bolsistas de mestrado e doutorado.

Com o desenvolvimento da pesquisa, a expectativa é ampliar as possibilidades de aplicação dos materiais alternativos na indústria automotiva, oferecendo soluções mais acessíveis para determinados processos de fabricação. A iniciativa também reforça a aproximação entre a UFSM e o setor produtivo, por meio do desenvolvimento de tecnologias voltadas às demandas da indústria.

Texto: Assessoria de Comunicação da Proinova

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