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Planetário da UFSM promove observação da “lua azul”

Em uma noite gélida de domingo, cerca de cinquenta pessoas se encontraram no Planetário da UFSM com um objetivo: observar a “lua azul”. Crianças, pais e estudantes apontavam os olhos para o céu estrelado de Santa Maria e buscavam encontrar o satélite natural da Terra de um modo diferente.

O dia 31 de maio marcou a ocorrência da lua azul. Apesar de o nome sugerir uma mudança de cor, o fenômeno não altera a aparência do satélite. A lua continua apresentando a mesma tonalidade observada em uma lua cheia comum. A lua azul ocorre quando duas luas cheias são registradas em um mesmo mês, geralmente de 31 dias.

Uma moça observa o céu à noite por meio de um telescópio. Ela é branca e tem cabelo castanho, longo e liso. Está vestida com um casaco marrom.
A observação da lua azul foi uma atividade instigante para quem veio ao Planetário da UFSM na noite do último domingo (31)

Embora não seja um evento extremamente raro, o fenômeno não acontece todos os anos. Em média, uma lua azul ocorre a cada dois ou três anos. Além de aparecer duas vezes em maio, a lua esteve no ponto mais distante da sua órbita em relação à Terra. Isso significa que ela aparentava estar menor e menos brilhante.

Uma noite para olhar o céu

Os observadores foram recepcionados a partir das 18h30min, no Planetário. Então foram encaminhados para a sala de projeção, onde puderam assistir ao filme “O Lado Escuro da Luz”. Durante a exibição, os participantes conheceram os impactos da poluição luminosa sobre o meio ambiente, a fauna, a saúde humana e a observação astronômica. Para isso, explicou como o ser humano utiliza lâmpadas, lanternas, holofotes e celulares durante a noite, o que pode trazer consequências negativas para a Terra.

Para Lianara Schimanko, bolsista monitora do Planetário, despertar a curiosidade é um dos principais objetivos das atividades. “A gente quer que eles saiam mais curiosos. Que olhem para o céu e queiram saber mais sobre o que é aquilo que estão vendo”. Ela foi a responsável por introduzir os ouvintes às características do céu.

Ao fim do filme, o público se reuniu na área externa do Planetário. Formou-se uma fila diante do telescópio enquanto os participantes aguardavam sua vez de observar a lua. A cada nova observação, comentários sobre as crateras e o brilho do satélite podiam ser ouvidos entre os presentes. Os pais Nadia e Talisson Viana, levaram seus três filhos para observar a Lua. “Achamos legal e gostamos”, contaram as crianças, animadas.

A sessão do último domingo foi a primeira do ano no Planetário. Devido a reformas nos banheiros, o número de participantes também foi reduzido. “Nós observamos essa atividade, porque as pessoas gostam de vir no Planetário e observar a lua, os planetas. Agora, saímos lá fora e já estavam apontando para Júpiter”, compartilha a diretora do Planetário, Jaqueline Trentim.

Texto: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Lucas Casali

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