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Em sua 13ª edição, Singescoop coloca a liderança feminina no centro da gestão de cooperativas

O cooperativismo brasileiro encerrou 2025 com 29 milhões de cooperados, e as mulheres já são 53% da força de trabalho das cooperativas, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026 (AnuárioCoop), divulgado pelo Sistema OCB em julho deste ano. Entre os associados, elas somam cerca de 42%. Nos espaços de decisão, porém, a presença feminina ainda é minoritária: em cargos de liderança e governança, o índice cai para 22%, conforme dados apresentados pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Motta, em julho de 2026. É sobre essa distância entre base e topo que se debruça o 13º Simpósio Nacional de Gestão de Cooperativas (Singescoop), que acontece de 6 a 8 de outubro de 2026, em formato 100% online, com o tema “Cooperar para empoderar: participação feminina no cooperativismo”.

Promovido pelo curso superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas e pela Cooperativa-Escola dos Estudantes do Colégio Politécnico da UFSM (Cespol), o simpósio reúne, em três noites de programação, estudantes, pesquisadores, docentes, profissionais e lideranças cooperativistas para discutir liderança feminina, inclusão, equidade de gênero e o papel das mulheres na construção de cooperativas mais democráticas, inovadoras e sustentáveis.

“O 13º Singescoop é, antes de tudo, um espaço de encontro e de troca. É um momento em que a pesquisa se aproxima da realidade das cooperativas e em que podemos conversar sobre temas importantes para o presente e o futuro do cooperativismo. Nesta edição, queremos também dar destaque à presença das mulheres em cargos de gestão e ao seu protagonismo dentro das cooperativas”, afirma a professora Maríndia Brachak dos Santos, coordenadora geral do evento.

Uma trajetória construída entre a sala de aula e o setor cooperativo

O Singescoop nasceu como semana acadêmica, por iniciativa dos estudantes do curso de Gestão de Cooperativas, ainda com o nome de Simpósio de Gestão de Cooperativas (Simgescoop). “Com ele, a coordenação do curso e os professores conseguiram aproximar-se também das cooperativas parceiras. A intenção sempre foi promover o diálogo entre os pesquisadores, o meio acadêmico, o meio cooperativista e as entidades que os representam”, relembra o professor Jaime Peixoto Stecca, integrante da coordenação geral.

A virada veio quando estudantes que trabalhavam em cooperativas passaram a levar colegas para os debates, que já reuniam diretores e executivos do setor. Em 2018, na oitava edição, o evento assumiu abrangência nacional e lançou o Fórum de Cooperativismo, com cerca de 350 participantes de estados como Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Nas edições online, segundo a coordenação, o público chegou a cerca de mil inscritos; em 2024, o 12º Singescoop, dedicado à reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes, superou 750 inscritos e selecionou 70 trabalhos científicos.

Programação – Durante a noite, o 13º Singescoop vai reunir dirigentes de diferentes ramos do cooperativismo, da palestra de abertura com Geane Ferreira, gerente geral do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Distrito Federal (Sescoop/DF), aos painéis sobre mulheres na alta gestão e cases de empreendedoras, encerrando com a premiação dos melhores trabalhos.

Nas tardes de quarta (7) e quinta-feira (8), sessões de apresentação reúnem resumos expandidos e cases em oito áreas temáticas, que vão de associativismo, finanças e educação cooperativa a diversidade, marketing e sustentabilidade. Nesta edição, foram cem trabalhos inscritos, número que a coordenação considera expressivo para uma área ainda pouco estudada e para um evento sediado no interior do Rio Grande do Sul.

A programação completa e outras informações sobre o evento constam no site do 13º Singescoop.

Texto: comissão organizadora do 13º Singescoop

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