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Banco Vermelho chega ao CAL e reforça combate à violência contra a mulher

Foto na horizontal, colorida. Em ambiente interno, um grupo de treze pessoas posam para foto atrás do banco pintado de vermelho, colocado ao centro da imagem. No encosto do banco há frases escritas em branco e um cartaz informativo sobre a campanha. As pessoas sorriem e estão lado a lado, algumas com roupas escuras e outras com peças coloridas. À esquerda, há uma caixa de som preta grande no chão. O espaço possui piso cinza, paredes em tons de cinza e bege, colunas laterais e iluminação. Ao fundo, outras pessoas aparecem em pé próximas à parede.
Comunidade acadêmica se reuniu no hall do prédio 40 para inauguração

Com a frase “Nós não queremos nenhuma de nós a menos”, a reitora da UFSM, Martha Adaime, marcou a inauguração de mais uma unidade do Banco Vermelho no campus sede da instituição, realizada na última sexta-feira (8). Instalado no hall do prédio 40, no Centro de Artes e Letras (CAL), o objeto simbólico reforça o compromisso da universidade com o enfrentamento à violência contra a mulher. A programação também contou com a performance de estudantes intitulada “Ethos, primeiro movimento: Patriarcado”. Com a nova instalação, a UFSM passa a contar com cinco bancos vermelhos distribuídos em diferentes pontos da universidade.

A inauguração foi promovida pelo Centro de Artes e Letras, em conjunto com a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e a Casa Verônica, integrando a programação institucional “8M na UFSM: pela vida das mulheres”. No CAL, o Banco Vermelho foi instalado inicialmente no prédio 40, mas a proposta é que ele circule também pelos demais prédios vinculados ao centro, ampliando a visibilidade da campanha em diferentes espaços acadêmicos.

Arte e compromisso social

Foto na vertical, colorida. Em ambiente interno, uma estudante se apresenta no centro da imagem durante performance artística. Ela veste roupas cinzas e brancas e está em movimento, com uma perna levantada e um braço próximo ao rosto. Ao fundo, outro estudante de roupa preta acompanha a cena. No chão, há balões pretos e cartazes espalhados. À direita, parte do público aparece sentado, observando a apresentação. O espaço possui piso cinza e parede clara ao fundo.
Estudantes apresentaram a performance “ETHOS, primeiro movimento: Patriarcado”

Durante a cerimônia, o diretor do Centro de Artes e Letras, Gil Roberto Costa Negreiros, ressaltou o posicionamento institucional do centro diante da pauta. “O CAL reafirma, neste ato, sua posição em defesa dos direitos humanos, da dignidade de todas as mulheres, cis ou trans, e da construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na liberdade”, destacou.

Entre os estudantes envolvidos na confecção e pintura do Banco Vermelho está Vennus, acadêmica do curso de Artes Visuais – Licenciatura. Segundo ela, a composição do grupo responsável pela pintura também carrega um significado simbólico, marcado pela diversidade de identidades e trajetórias representadas na ação. Para a estudante, o projeto demonstra como a arte pode fortalecer a conscientização sobre pautas sociais urgentes dentro da universidade. “Participar disso de uma maneira dentro da nossa área, que é artística, foi muito enriquecedor, não só para a gente, como também para a sociedade e para a comunidade acadêmica”, afirmou.

Ela também relatou que, durante o processo de pintura, situações das quais tomou conhecimento por meio de notícias reforçaram ainda mais o sentido da ação. “Enquanto a gente estava pintando os bancos, soubemos de casos de assédio ao mesmo tempo em que pintávamos, então era como se aquilo reforçasse a importância também do que a gente estava fazendo”, afirmou.

“ETHOS, primeiro movimento: Patriarcado”

Desenvolvida pelo grupo de pesquisa “Corpo, Imagem e Imaginação”, a apresentação “ETHOS, primeiro movimento: Patriarcado” foi coordenada pela professora Mariane Magno Ribas, do Departamento de Artes Cênicas. Durante a apresentação, uma projeção ao fundo exibia um cronômetro que simbolizava a recorrência da violência contra a mulher no país. A contagem foi baseada em dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, segundo os quais uma mulher sofre algum tipo de violência a cada 30 segundos no Brasil.

A professora Mariane destacou o potencial da linguagem artística como ferramenta de conscientização e transformação social, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher. “A arte, em sua diversidade expressiva e provocativa, pode colaborar com a transformação do sujeito e da sociedade de muitas formas, tanto pela empatia quanto pelo pensamento reflexivo”, afirmou.

Após a performance, foi anunciada a abertura de um canal de coleta de relatos sobre situações machistas e misóginas, iniciativa vinculada à pesquisa desenvolvida pelo grupo. De acordo com a docente, neste momento, o grupo busca reunir experiências e narrativas que dialoguem com a proposta cênica em desenvolvimento.

Os depoimentos podem ser encaminhados para o número (55) 99655-0683 e irão contribuir para a construção artística e reflexiva do projeto.

Política institucional e rede de apoio

oto colorida na horizontal que mostra, ao centro, um cartaz da campanha “Feminicídio Zero” fixado no banco pintado de vermelho. O cartaz possui fundo branco e vermelho, com textos informativos sobre violência contra a mulher e dados sobre feminicídio no Brasil, além de QR codes e logos institucionais na parte inferior. Ao redor do cartaz, aparecem partes do banco pintadas em tinta branca. À direita, é possível ver a estrutura do encosto do banco em madeira vermelha.
O banco faz parte da campanha “Feminicídio Zero”

Aprovada em 2021, a Política de Igualdade de Gênero da UFSM busca promover um ambiente universitário baseado no respeito à diversidade e na equidade. Entre os objetivos estão o combate à discriminação de gênero, a criação de mecanismos institucionais de igualdade e a promoção de espaços de formação e reflexão dentro da universidade.

Um dos espaços que materializam essa política na universidade é a Casa Verônica, uma das entidades promotoras da instalação do Banco Vermelho no CAL e em outros locais do campus. Voltada à promoção da igualdade de gênero e ao acolhimento da comunidade acadêmica, a iniciativa oferece atividades educativas, como rodas de conversa, oficinas e cursos, além de atendimento psicossocial e orientação jurídica.

Dando continuidade à programação, as próximas inaugurações já estão previstas: em 18 de maio, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE); em 19 de maio, no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD); e, em 20 de maio, no Espaço Multidisciplinar de Silveira Martins.

Para solicitar algum dos serviços da Casa Verônica, acesse Casa Verônica – Serviços ou entre em contato pelo e-mail acolhimentocv@ufsm.br.

Contatos úteis

  • Central de Atendimento à Mulher: 180
  • Brigada Militar | Patrulha Maria da Penha: 190
  • SAMU: 192
  • Polícia Civil: 197
  • Direitos Humanos: 100
  • Centro de Valorização da Vida: 188
  • Conselho Tutelar: 125

Texto e fotos: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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