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Professora da UFSM integrou júri internacional da ExpoQueijo Brasil 2026

Neila destaca o protagonismo dos queijos artesanais latino-americanos

A professora Neila Richards, do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos (DTCA) da UFSM, participou como jurada internacional da ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards 2026, um dos mais importantes concursos de queijos das Américas. Realizado em Araxá (MG) de 25 a 28 de junho, o evento reuniu aproximadamente 1.100 queijos provenientes de 19 países da América e da Europa, consolidando-se como uma das principais vitrines internacionais para a valorização da produção queijeira artesanal.

Especialista em Ciência e Tecnologia de Alimentos, com atuação em qualidade, tecnologia e análise sensorial de leite e derivados, a professora representou a UFSM e o Brasil no corpo de jurados responsável pela avaliação técnica dos produtos inscritos. A participação reforça o reconhecimento internacional da competência científica desenvolvida na Universidade na área de lácteos e evidencia a inserção da instituição em importantes iniciativas voltadas à inovação e à valorização dos alimentos tradicionais.

Segundo Neila, a edição de 2026 evidenciou um momento de grande evolução da queijaria artesanal latino-americana. Durante as avaliações foi possível observar produtos com elevado padrão técnico, identidade territorial bem definida, domínio dos processos de fabricação, excelência no manejo da matéria-prima e maturações cada vez mais precisas, características que colocam muitos queijos latino-americanos em condições de competir em igualdade com tradicionais referências europeias.

O grande vencedor da edição foi o queijo Maranata Ouro, produzido pela Rancho Maranata, em Minas Gerais, elaborado com leite cru de vacas Jersey e maturado por nove meses. A conquista representa o segundo ano consecutivo em que um queijo brasileiro recebe o principal reconhecimento da competição, refletindo o fortalecimento da cultura queijeira nacional e o investimento contínuo em qualidade.

Para a professora, os resultados obtidos por países como Brasil e Peru demonstram que o sucesso da produção artesanal está diretamente relacionado à integração entre produtores, universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos e programas de assistência técnica. Essa articulação fortalece a capacitação dos produtores, promove a melhoria contínua da qualidade e amplia a visibilidade internacional dos produtos com identidade territorial.

Mais do que distribuir medalhas, concursos internacionais desempenham um papel estratégico no desenvolvimento da cadeia produtiva. As avaliações fornecem retorno técnico aos produtores, permitem comparar diferentes estilos de fabricação sob critérios padronizados de aparência, aroma, textura, equilíbrio e qualidade sensorial, além de aumentar a confiança de consumidores e mercados na excelência dos produtos premiados.

A participação da professora Neila reafirma o compromisso da UFSM com a pesquisa, a inovação e a valorização do patrimônio alimentar brasileiro. A atuação da Universidade em estudos sobre qualidade de leite e derivados, microbiologia, análise sensorial, segurança de alimentos e caracterização de queijos artesanais contribui para fortalecer a produção nacional e ampliar sua competitividade no cenário internacional.

Para Neila, a experiência vivenciada na ExpoQueijo Brasil confirma que a América Latina vive um dos momentos mais promissores de sua história na produção de queijos artesanais. “Os concursos internacionais são instrumentos de aprendizado, intercâmbio técnico e valorização dos produtores. Mais do que premiar os melhores queijos, eles impulsionam a melhoria contínua da qualidade e fortalecem o reconhecimento do patrimônio alimentar dos diferentes territórios”, destaca a professora.

Foto: Arquivo pessoal

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