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Musculação 60+: projeto da UFSM que reforça importância do envelhecimento ativo abre inscrições

Espaço onde a iniciativa será realizada fica entre os prédios da unidade de ensino e dos cursos de Dança

Com o avanço da idade, se manter em movimento se torna cada vez mais essencial para que o ser humano garanta autonomia, qualidade de vida e bem-estar. Diante disso, o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM está com inscrições abertas para o projeto Musculação 60+. A iniciativa oferece treinos gratuitos e acompanhamento especializado para pessoas acima dos 60 anos de idade nas segundas, terças e sextas-feiras, das 8h às 10h30min.

Para participar, os interessados devem preencher este formulário de inscrição – as vagas são limitadas e a previsão é de que as atividades iniciem já nesta segunda-feira (18). O espaço em que as práticas serão realizadas foi inaugurado no aniversário de 55 anos do CEFD, em maio de 2025, e fica localizado entre os prédios da unidade de ensino e o dos cursos de Dança. 

Hoje, a academia é utilizada majoritariamente por atletas que representam a UFSM em diferentes modalidades. Contudo, desde o início, o objetivo também é servir a comunidade geral. O projeto Musculação 60+, nesse sentido, pode ficar de exemplo para as demais entidades e instituições de Santa Maria, conforme explica o egresso de Educação Física – Bacharelado, Pedro Ilnick.

Ele dedicou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ao estudo do envelhecimento saudável, a oferta de áreas adequadas para o lazer e o exercício físico é precária na cidade e, com isso, muitos idosos carecem de ambientes seguros para treinar. “Iniciativas como as da UFSM e do CEFD preenchem uma lacuna social, atendendo a um nicho que ainda não possui a visibilidade merecida. Esse movimento serve como modelo, incentivando outras instituições e órgãos públicos a investirem em infraestrutura e projetos voltados à terceira idade”, disse Ilnick.

Com o envelhecimento do indivíduo, ocorre o natural processo de perda de massa e enfraquecimento de músculos que não são estimulados, o que aumenta as dores articulares. Com o treinamento de força, acontece o contrário, como explica o bacharel em Educação Física: “fortalece o sistema musculoesquelético, preserva a capacidade de locomoção e garante que o idoso realize atividades básicas do cotidiano sem a necessidade de dispositivos auxiliares, como andadores, mantendo sua independência por muito mais tempo”.

Além disso, a ação proporciona aos participantes benefícios que vão além da manutenção ou do aperfeiçoamento do condicionamento físico: a integração social. De acordo com o egresso da UFSM, após a aposentadoria, por exemplo, é comum que o indivíduo se sinta perdido e acabe se isolando. A prática de exercícios, então, surge como um espaço de pertencimento.

“É necessário criar um ambiente mais acolhedor, onde a impaciência de terceiros ou a falta de preparo de alguns profissionais não sejam obstáculos para que o idoso se sinta seguro e motivado a treinar. Superar essas barreiras é fundamental para que ele se sinta acolhido e mantenha a prática regular”, garantiu Ilnick.

O projeto Musculação 60+ é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Aplicada em Treinamento de Força (GPATF), que é coordenado pelo professor do Departamento de Desportos Individuais, Gustavo Pedrosa. Para acompanhar novidades sobre a iniciativa, confira a página do GPATF no Instagram.

Texto e foto: Pedro Pereira, jornalista

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